Opinião
A tecnologia fala inglês e o mercado também
Opinião
Por Marcelo Soares
Trabalhar com tecnologia nunca foi tão acessível e tão desafiador ao mesmo tempo. A internet abriu um mundo de oportunidades remotas, novas funções e possibilidades de atuar em projetos globais, muitas vezes recebendo em dólar e desfrutando de mais qualidade de vida. As fronteiras diminuíram. O mercado ampliou. As vagas estão aí, todos os dias.
Mas existe um ponto que ainda separa muitos profissionais brasileiros desse novo cenário: o domínio do inglês.O setor de tecnologia evolui em um ritmo que não permite esperar traduções.
Mais de 90% da documentação técnica do mundo está em inglês. Os maiores repositórios de código, as principais plataformas de IA, as bases de pesquisa e praticamente todas as discussões técnicas acontecem nesse idioma. Ou seja, quem não acessa direto na língua original, acessa mais tarde e, em tecnologia, tempo é vantagem competitiva.
Ao longo da minha trajetória, encontrei profissionais extraordinários, dominando ferramentas, lógica e resolução de problemas. Mas muitos deles esbarravam justamente na comunicação. Sem inglês, não conseguem participar de dailies globais, apresentar ideias, relatar bugs, negociar com parceiros ou mesmo acompanhar atualizações de ferramentas que usam diariamente.
Já visitei empresas com centenas de colaboradores altamente qualificados, mas sem ninguém capaz de conversar com investidores estrangeiros. Já ouvi líderes dizendo que se preparam para oportunidades internacionais há anos e que o inglês sempre fez parte dessa preparação. O padrão se repete: a barreira não é técnica, é linguística.
Na Becourse, escolhemos o caminho mais simples e mais eficaz: prática real de conversação. Se o profissional precisa conduzir reuniões, ele pratica reuniões. Se precisa negociar, pratica-se a negociação. Se precisa falar sobre tecnologia, falamos de tecnologia.
Não existe método milagroso, existe preparação contínua, contextualizada e alinhada às metas de carreira. A verdade é uma só, a tecnologia fala inglês.
E quem quer crescer nesse mercado precisa, inevitavelmente, falar também.
Nosso propósito é ajudar profissionais a destravarem esse acesso. Com confiança, velocidade e resultados reais.
*Marcelo Soares é professor de inglês e CEO da Becourse escola de idiomas.
Opinião
Nem toda crise do agronegócio exige recuperação judicial
Nos últimos anos, uma forte turbulência atingiu setores como o agronegócio e o transporte rodoviário de cargas. Empresas de transporte enfrentam alta de custos (pense em diesel nas alturas) e oscilações de demanda, e muitos empresários e fazendeiros se viram em dificuldade. Diante desse cenário, é comum pensar na Recuperação Judicial (RJ) como solução para salvar o negócio. Mas entrar com um processo judicial pesado nem sempre é a primeira ou melhor saída.
Embora ainda não existam estatísticas consolidadas sobre a mediação antecedente prevista no art. 20-B da Lei de Recuperações Judiciais, a prática forense demonstra um crescimento relevante e consistente do uso desse instituto desde 2022, especialmente em setores como agronegócio, transporte e indústria. É o que aponta o último levantamento do Serasa Experian, que contabilizou 112 pedidos de recuperação no agronegócio no primeiro trimestre de 2025, considerado o maior aumento do período. A lei de falências e recuperações (Lei 11.101/2005, art. 20-B) oferece uma alternativa mais amigável, mais estratégica e, porque não dizer, mais barata: a chamada mediação antecedente, uma espécie de “round de negociação”, que pode evitar os muitos traumas de uma RJ tradicional.
Imagine poder chamar seus principais credores para uma conversa franca, com respaldo legal e um mediador, antes de “abrir o livro” no tribunal. Muitas empresas já estão fazendo isso – e tendo sucesso. Esse mecanismo relativamente novo, criado pela reforma de 2020 da Lei de Recuperação e Falências, permite ganhar um fôlego de 60 dias longe das execuções e cobranças mais agressivas, enquanto devedor e credores buscam juntos uma solução, sem o estigma de uma recuperação judicial nem o choque de deságios abruptos nas dívidas.
A mediação antecedente nada mais é do que acionar, antes de pedir uma RJ, um procedimento de conciliação com os credores. Em termos simples, é como pedir um “time-out” no jogo para conversar com o outro time, com a anuência do juiz. A empresa em dificuldade protocola um pedido na Justiça informando que iniciou negociações com certos credores-chave e solicita uma tutela de urgência para suspender por até 60 dias quaisquer execuções, penhoras ou retomadas de bens. Esse período de respiro é conhecido como “stay” negocial, um intervalo temporário no qual nenhum lado pode tomar medidas drásticas, dando espaço para o diálogo.
Durante esses 60 dias, as partes se reúnem para buscar um acordo, de forma voluntária e cooperativa. Se um acordo for alcançado, pode-se formalizar um plano ou até uma recuperação extrajudicial homologada. Se não der certo, nada impede o ajuizamento de uma RJ tradicional depois, mas agora com mais informações e, muitas vezes, com parte dos credores já alinhados.
Acionar a mediação antecedente demonstra boa-fé e transparência da empresa devedora. Em vez de surpreender os credores com um pedido de RJ de última hora, o empreendedor deixa claro que reconhece as dívidas e quer resolver amigavelmente.
Outra vantagem clara são os custos e o ambiente de negociação. Processos de RJ são caros, demorados e expõem a empresa a um escrutínio público desagradável. A mediação antecedente, por sua vez, é relativamente rápida, mais sigilosa e bem mais barata, permitindo que a empresa continue tocando suas atividades sem o carimbo de falência iminente. Na mediação, a vida empresarial continua e a postura do empresário é completamente diferente.
Por fim, a mediação antecedente integra um escalonamento inteligente de soluções. Primeiro tenta-se a mediação; depois, se necessário, a recuperação extrajudicial; e, apenas em último caso, a recuperação judicial tradicional. Queimar etapas pode significar recorrer à medida mais drástica sem antes explorar caminhos menos traumáticos.
Crises empresariais fazem parte do jogo, especialmente em setores voláteis como o agronegócio. A diferença entre afundar ou dar a volta por cima está na forma como se reage aos primeiros sinais de dificuldade. A mediação antecedente surge como um convite à ação consciente e cooperativa. Para o empreendedor ou produtor rural que vê a luz amarela no caixa, vale a reflexão: mostrar iniciativa na crise não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade e comprometimento com o negócio.
*Felipe Iglesias é advogado e especialista em Direito Empresarial, à frente do Iglesias Advogados, referência no Mato Grosso em recuperação litigiosa de créditos em recuperação judicial
-
Entretenimento7 dias atrásAna Castela posa após treino e impressiona com evolução física: ‘Corpo definido’
-
Entretenimento7 dias atrásEx-chiquitito Pierre Bittencourt conhece filha de Aretha Oliveira: ‘Mosca e Pata’
-
Polícia Federal2 dias atrásFICCO/AM apreende R$ 390 mil em espécie suspeitos de desvio de verba pública
-
Polícia Federal6 dias atrásPF deflagra nova fase da Operação Coffee Break contra fraudes em licitações públicas
-
Opinião1 dia atrásCPMI do INSS: 2025 revelou o escândalo, 2026 entregará justiça
-
Política7 dias atrásSindicalista aponta falta de vontade política como motivo para RGA não avançar
-
Esportes7 dias atrásPalmeiras vence Santos e garante mais três pontos no Paulistão
-
Opinião2 dias atrásFeliz aquele que entendeu!