

Conscientizar. É com esse objetivo que a Prefeitura, por meio da Secretaria de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), Legislativo Municipal, Polícia Militar, Detran, Conselho Tutelar, Corpo de Bombeiros estão unidos. E a meta é clara: orientar pais e adolescentes proprietários de veículos elétricos e ou ciclomotores. Para isso, será realizado um “aulão” com momentos prático e teórico. O aulão está previsto para ser realizado em outubro.
“Temos observado um aumento significativo de crianças e adolescentes transitando com esses veículos e precisamos alertar sobre os riscos e regras da prática, entendemos que os ciclomotores vieram para ficar e precisamos nos adequar a eles”, pontua o gestor da pasta, Adriano Denardi. Uma das grandes preocupações é educar para o trânsito, ressaltar a necessidade do uso de equipamentos de proteção como o capacete e evitar acidentes.
O capitão do 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5º BBM) de Sorriso, Thiago Soares Reis, pontua que em 2025 foram registrados 106 acidentes envolvendo bicicletas. Na maioria deles com bicicletas elétricas cujo condutores tinham entre 14 e 16 anos de idade. “Em grande parte das situações transitavam sem itens de segurança em especial o capacete e devido à gravidade dos ferimentos como fraturas expostas, foram transportados ao Hospital Regional”, detalha.
Para evitar essas situações, a Semsep por meio da Guarda Municipal de Trânsito, avança na organização de um aulão teórico e prático voltado aos pais e também aos adolescentes que circulam com veículos elétricos e ciclomotores.
O aulão que será realizado em parceria com o Legislativo, PM, Bombeiros, Conselho Tutelar, Detran, deve contar ainda com a participação de demais departamentos da Prefeitura Municipal.
Para o vereador Wanderley Paulo, conscientizar, alertar e cuidar do outro é função de todos. “Nossa intenção é preservar vidas; é o maior cuidando do menor”, reforça. O vereador destaca ainda a necessidade da criação de uma legislação própria para a circulação de elétricos e ciclomotores. “Vamos construir essa legislação em conjunto com a GMT que é com vive essas situações no dia-a-dia”, frisa.
“A educação para o trânsito é fundamental nesse processo”, acrescenta o comandante do 12.º Batalhão da Polícia Militar de Sorriso, o tenente-coronel Jorge Luiz de Almeida.
Por ser veículos pequenos, acabam sendo uma opção para os pais que buscam um veículo para que os filhos possam se locomover por conta própria. Contudo, por outro lado, esses veículos oferecem riscos quando passam a disputar espaço no trânsito com automóveis e motocicletas.
“Nós temos recebido muitas denúncias em relação à não observância das leis de trânsito e vamos intensificar as ações de fiscalização com o intuito de evitar acidentes e diminuir riscos para condutores e pedestres”, ressalta o coordenador da Guarda Municipal de Trânsito (GMT), Márcio Pires.
Segundo a GMT, não há dados em relação ao número de veículos ciclomotores e elétricos que rodam na cidade. “Por isso, mais uma vez ressaltamos que há sim necessidade de emplacamento desses veículos, do uso dos itens de segurança e da CNH para veículos acima de 1000 watts”, reitera o coordenador.
Vale pontuar que especificamente no caso de ciclomotores, para estar regularizado, o proprietário precisa fazer o registro e licenciamento do veículo ciclomotor junto ao órgão de trânsito, além de impedir que menores de idade e pessoas não habilitadas tenham acesso ao veículo.
“Nosso debate é um alerta para mostrar aos adolescentes e aos pais os riscos e formas de evitar essas estatísticas”, finaliza o gestor da Semsep, Adriano Denardi.
Veículos elétricos e ciclomotores
A condução sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) somente é permitida para veículos elétrico com menos de 1.000 watts. No caso de veículos elétricos acima de 1.000 watts, que atingem mais de 32 km/h, se torna um item obrigatório. Aliás, tanto a habilitação quanto o emplacamento são itens obrigatórios no caso de veículos acima de 1.000 watts desde 1.º de janeiro de 2026. Essa é uma das orientações da Resolução 966/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a normativa que rege a circulação desses veículos.
Dentre as normas estabelecidas pela Resolução 966/2023 para conduzir um ciclomotor o condutor precisa ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de categoria A, ou permissão específica para esse tipo de veículo (ACC). Já condutores de bicicletas normais e elétricas, skates e patinetes não necessitam de qualquer tipo de documentação. “E justamente isso dificulta os serviços de fiscalização”, frisa o coordenador ao reforçar a necessidade de responsabilidade ao pilotar quaisquer um desses veículos.





