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Bombeiros militares resgatam vítimas que ficaram presas em carro após capotamento em rodovia

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu na quinta-feira (8.1), uma ocorrência de acidente de trânsito na rodovia BR-070 em Campo Verde (a 131km de Cuiabá).

A equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) foi acionada por volta das 18h00 e ao chegar ao local, constatou que um veículo de passeio havia tombado em uma área de plantação de soja, com dois ocupantes presos no interior do automóvel.

Uma das vítimas, de 44 anos, relatou histórico recente de cirurgia na coluna, realizada há cerca de 20 dias, o que exigiu cuidados técnicos específicos durante o resgate. Para evitar qualquer agravamento do quadro clínico, os bombeiros realizaram a extração em ângulo zero, procedimento que preserva o alinhamento da coluna vertebral, com retirada cuidadosa pelo porta-malas do veículo.

A segunda vítima, de 67 anos, também recebeu atendimento no local e foi retirada do automóvel com segurança. Ambas estavam conscientes e orientadas no momento do resgate e foram encaminhadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Municipal Coração de Jesus.

A ocorrência contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, que realizou a sinalização da via e garantiu a segurança do tráfego.

*Sob supervisão de Hannah Marques

Fonte: Governo MT – MT

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Sérgio Ricardo cobra melhorias no serviço antes de renovação da concessão com Energisa

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Conselheiro destaca importância do tema para o crescimento do estado. Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, cobrou uma série de melhorias na infraestrutura energética do estado como condição para a continuidade do contrato com a Energisa-MT. A renovação da concessão, prevista para 2027, deve garantir metas de investimentos no serviço, apontado como entrave à industrialização e ao desenvolvimento do estado.

De acordo com Sérgio Ricardo, a baixa qualidade da rede elétrica tem limitado a industrialização.  “Em Cuiabá, por exemplo, no Distrito Industrial, a energia elétrica é de péssima qualidade. Poucos municípios têm energia trifásica. Não tem como uma indústria se instalar se não houver energia trifásica. Não há desenvolvimento sem industrialização, que é o que gera emprego.” 

Desta forma, o estado perde a atratividade para novos empreendimentos, o que amplia também as desigualdades entre as regiões. “A ausência de um fornecimento de energia condizente com as necessidades do estado impacta diretamente o atraso do desenvolvimento produtivo. A concessionária de energia tem grande responsabilidade no fato de Mato Grosso seguir com baixa industrialização”, acrescentou. 

Em 2025, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um termo que autoriza a renovação dos contratos de distribuição por mais 30 anos para as concessionárias com vencimento entre 2025 e 2031. Apesar de prever critérios como exigência de indicadores mínimos de continuidade do fornecimento, resiliência das redes e satisfação dos consumidores, a proposta vem sendo questionada. 

Com cerca de 1,56 milhão de unidades consumidoras, Mato Grosso tem a terceira tarifa média de energia mais alta do país, de R$ 1.048 por megawatt-hora (MWh), segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. Ainda assim, um estudo recente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT) endossa a fala do presidente, de que a má qualidade do serviço vem impedindo o avanço da economia mato-grossense.

Nesta semana, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) encaminhou ao Ministério de Minas e Energia (MME) um relatório com denúncias sobre falhas recorrentes no fornecimento de energia. O documento, elaborado a partir de audiências públicas, deve subsidiar a análise do governo federal sobre a renovação da concessão ou a eventual adoção de um novo modelo de distribuição.

Para Sérgio Ricardo, um dos pontos centrais a serem considerados neste processo é a falta de linhões e de rede trifásica no interior. “Até hoje, nesses 30 anos de concessão, a Energisa não conseguiu universalizar energia com qualidade no estado. Então este é um assunto que precisa ser discutido com muita profundidade e que será acompanhado ainda mais de perto pelo TCE.”

Neste cenário, o presidente ressalta que, para além da expansão produtiva, as exigências de melhoria envolvem a redução das desigualdades e a qualidade de vida da população. “Temos que discutir o amanhã de Mato Grosso, que é um estado rico cada vez mais pobre. Não há outro caminho senão promover crescimento e desenvolvimento, pensando em um processo que alcance todos os municípios”, concluiu.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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