Cultura
Viva Maria celebra o Dia Nacional do Rádio
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O programa Viva Maria celebra nesta quinta-feira (25) o Dia Nacional do Rádio, data criada em homenagem a Edgar Roquette-Pinto, considerado o “patrono do rádio brasileiro”.
Roquette-Pinto acreditava no rádio como “a escola dos que não tinham acesso a ela” e foi um dos responsáveis pela fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923, que deu origem a atual Rádio MEC, que ao longo de sua história consolidou-se como emissora dedicada à cultura, à música e à educação.
Para marcar a data, o programa recebeu o gerente executivo das Rádios Nacional e MEC, Thiago Rigotto, que destacou o pioneirismo do rádio, sua contribuição para a democratização da informação e o protagonismo das mulheres em sua trajetória. Entre elas, nomes como Edna Savaget e Ismênia dos Santos, que abriram caminho para a presença feminina nos microfones — em programas, radionovelas e na música.
O bate-papo também refletiu sobre os novos tempos, em que o rádio se reinventa diante das tecnologias digitais – podcasts, emissoras online, lives e plataformas de streaming. Para Rigotto, essa adaptação só confirma a força e a vitalidade do meio:
“O rádio não vai morrer. O que muda são os hábitos, mas a essência do rádio continua viva em cada ouvido conectado.”

Cultura
Casa de Jorge Amado inaugura amanhã dois novos espaços de exposição
Completando 38 anos de sua inauguração, a Fundação Casa de Jorge Amado inaugura nesta sexta-feira (12) dois novos espaços expositivos que celebram a trajetória e o legado da ialorixá e escritora Mãe Stella de Oxóssi e da escritora Zélia Gattai – companheira Jorge Amado e participante ativa criação da fundação.
Os dois novos espaços fazem parte do projeto de integração dos casarões 47, 49 e 51, localizados no Largo do Pelourinho, em Salvador.

A Casa Exu 47, espaço permanente que celebra o orixá Exu, escolhido por Amado como guardião da Casa, receberá itens que contam a história de Mãe Stella de Oxóssi, liderança candomblecista na Bahia falecida em 2018, e que completaria 100 anos em 2025.
Ela também esteve à frente do Ilê Axé Opô Afonjá e foi uma profunda disseminadora da cultura afro-brasileira, através de seu trabalho e dos vários livros que escreveu sobre o candomblé, intolerância religiosa, racismo, entre outros temas, chegando a ocupar uma cadeira na Academia de Letras da Bahia. A Ialorixá também recebeu o título de Doutor Honoris Causa de universidades, entre elas a Federal e a Estadual da Bahia.
Já a sala que homenageia Zélia Gattai traz fotos, manuscritos e objetos pessoais da escritora, memorialista e fotógrafa, além, claro, de sua produção literária.
O visitante poderá conhecer parte do arquivo fotográfico pertencente a ela, estimado em 21 mil negativos, que registrou cerca de 50 anos de história cultural e política, destacando personalidades que marcaram uma época.
Zélia ocupou a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras em 2002; mesma vaga anteriormente ocupada por seu companheiro de vida, Jorge Amado. Ela escreveu cerca de 14 obras literárias, incluindo livros infantis, memórias e um romance, com destaque para sua estreia, o livro “Anarquistas, Graças a Deus”.
A Fundação Casa de Jorge Amado funciona de segunda a sexta-feira, de 10h às 18h, e aos sábados, de 10h às 16h. Nas quartas-feiras, a entrada é gratuita.
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