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Frevo mistura marcha e maxixe; passos acelerados vieram da capoeira

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Nascido no Recife no fim do século XIX, o frevo mistura a marcha e o maxixe. Seus passos acelerados vieram da capoeira, transformando luta em dança. O ritmo tem três variações: o frevo de rua é puramente instrumental; já o frevo-canção é acompanhado da voz; o frevo de bloco é executado por orquestras de pau e cordas, com violões, banjos e bandolins.

Grandes compositores

Essa força musical foi construída por gigantes como Capiba, Nelson Ferreira e Edgar Moraes. Verdadeiros patrimônios vivos, como J. Michiles, levam o nosso frevo adiante. Michiles compôs mais de 150 frevos, entre eles o hino “Vampira”.

“Num sábado desse eu estava na varanda e, de repente, eu observei uma foliona dando um bote no cangote do folião. Caíram os dois no chão, ela se levantou e foi embora. Quando ele se levantou para procurar, ela já estava longe. Aí eu: ‘acabo de assistir a um beijo de vampira’”, lembra o compositor.

O pesquisador Climério de Oliveira faz uma reflexão sobre o futuro do ritmo para as próximas gerações:

“Eu creio que o frevo, em pouco tempo, será uma cultura musical que tem um acervo grande sobre os seus fazeres, sobre as suas práticas, porque tem muita gente interessada em produzir isso. E também, o futuro, a julgar pelo que está acontecendo no presente, nós vamos ter o frevo mais em diálogo com outras culturas musicais”.


Fonte: EBC Cultura

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Festival do Dendê começa nesta quarta-feira (4) na Bahia

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Começa nesta quarta-feira, na Agrovila Pinhão Manso, em Camaçari, Bahia, a quinta edição do Festival do Dendê.  O evento celebra o preparo gastronômico ancestral, os ingredientes típicos da cozinha baiana; a cultura do dendê; e sua cadeia produtiva na Bahia. O objetivo é mostrar essa culinária acima de tudo como símbolo de identidade afro-brasileira, memória e resistência.

A abertura do Festival acontece logo mais, às 18h30, na Cidade do Saber, em Camaçari, com o lançamento do livro, “Festival do Dendê”, que além de reunir receitas e revelar pessoas ligadas ao festival, conta histórias de território, ancestralidade e resistência. 

E a partir desta quinta-feira, por meio do “Cozinha Show”, mais de vinte chefs nacionais e internacionais irão oferecer, até o dia 11 de março, vários momentos de vivência gastronômica, troca de saberes com comunidades tradicionais e conexões culinárias das cozinhas camaronesa, francesa, estadunidense, marfinesa, colombiana e brasileira.

A programação conta também com momentos ligados a bioconstrução, plantio simbólico, trilhas ecológicas e encontros acadêmicos.

Grande parte da programação do festival é gratuita e aberta ao público. Além da Agrovila Pinhão Manso, haverá eventos também na Comunidade Monte Gordo e no Quilombo do Kaonge, também localizados em Camaçari . As inscrições e calendário dia a dia dos eventos estão disponíveis no site festivaldodende.com


Fonte: EBC Cultura

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