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Desafios de custos e crédito freiam investimentos na soja

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O mercado da soja em Mato Grosso passa por um período de cautela, reflexo das margens apertadas, juros elevados e incertezas no cenário econômico. Na última semana, a oleaginosa foi cotada, em média, a R$ 118,72 por saca, resultado que representa uma queda de quase 11% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Esse recuo é atribuído ao recorde de produção no estado, à intensificação da concorrência internacional e às pressões externas, como as disputas comerciais entre China e Estados Unidos.​

Mesmo com o avanço do plantio nas principais regiões produtoras e boas perspectivas para o início da safra 2025/26, produtores têm demonstrado postura conservadora diante das condições de mercado.

O ritmo dos trabalhos está acima da média para o período e favorece a segunda safra, porém a tomada de crédito para novos investimentos segue restrita. Bancos e financeiras adotam critérios mais rigorosos para concessão de recursos, uma vez que os custos de produção mais altos e dólar mais baixo pressionam ainda mais as margens.​

Apesar do ambiente de retração, alguns fatores mantêm o otimismo no setor. A demanda chinesa tem sustentado os prêmios nos portos e o farelo de soja apresentou alta na última semana, impulsionado pelo mercado internacional. Ao mesmo tempo, o processo de conversão de pastagens degradadas avança em ritmo moderado, priorizando áreas estratégicas já financiadas em anos anteriores. O cenário, portanto, é de planejamento conservador, foco na sustentabilidade e avaliação criteriosa antes de qualquer ampliação de área ou modernização de infraestrutura.​

Fonte: Pensar Agro

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Brasil manteve posição dominante no mercado global em novembro

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As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 434,9 mil toneladas em novembro, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Apesar do recuo de 6,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, o setor mantém um desempenho robusto e segue dominando o mercado global.

A receita das exportações em novembro somou R$ 4,42 bilhões, ante os cerca de R$ 4,87 bilhões registrados em novembro de 2024 — números expressivos mesmo em um cenário de ajustes pontuais na demanda internacional.

No acumulado de janeiro a novembro, o Brasil embarcou 4,813 milhões de toneladas de carne de frango, queda discreta de 0,7% na comparação anual. Em valores, as vendas externas atingiram R$ 48,19 bilhões, ante R$ 49,44 bilhões do mesmo período de 2024 — ainda um patamar bastante elevado para o setor.

O país mantém posição sólida entre os grandes exportadores mundiais, com mercados estratégicos sustentando o ritmo dos embarques. Os Emirados Árabes Unidos seguem na liderança como principal destino, com 433,8 mil toneladas no acumulado do ano (+2,1%). Na sequência aparecem:

  • Japão: 367,4 mil toneladas (-10,8%)

  • Arábia Saudita: 362,6 mil toneladas (+6,3%)

  • África do Sul: 288,6 mil toneladas (-4,6%)

  • México: 238,2 mil toneladas (+16,2%)

Entre os estados exportadores, o Paraná segue como protagonista, com 1,915 milhão de toneladas enviadas (-3,9%), seguido por Santa Catarina (1,086 milhão; +1,8%), Rio Grande do Sul (615 mil; -3,2%), São Paulo (297 mil; +9,6%) e Goiás (246 mil; +10,7%).

Mesmo com oscilações conjunturais, o setor fecha o ano com números fortes, demanda consistente e boa perspectiva para 2026 — sustentado pela eficiência produtiva, pela competitividade do país e pelo reconhecimento internacional da qualidade da proteína brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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